o alto grau de metalinguagem do Contra Todos me fez refletir. o estranho é que me fez pensar em mim - não por egoísmo, sabe? acho que vocês vão entender... ou não.
comecei aos doze, a primeira música que ouvi foi Afasia - a partir daí não parei mais, sou fã convicta até hoje - o difícil é explicar isso (para os outros).
não se trata de uma relação de idolatria, nem de cegueira ideológica, nem nada - até porque quem conhece bem sabe que o que é dito tem muito mais de realidade do que qualquer outra coisa.
trata-se, pois, de uma relação de amizade.
sim, de amizade - de forma análoga.
travei verdadeiros debates mentais, por vezes, até chegar a conclusões.
briguei, construí e desconstruí idéias, mas o que ficou, no final das contas, foi aquele vínculo - como quando se discute com um amigo e, mesmo que vocês possam discordar, a ligação entre vocês permanece...
meu deus, por quantas fases eu passei!
e, em todas, eu posso dizer que eles tavam aqui presentes.
isso, em si, é engraçado, afinal, eu nem os conheço pessoalmente, e o incrível é que eles me conhecem muito bem, mesmo sem nem me conhecerem!
evoluí - com eles.
até chegar ao estado de descrédito, no qual estou agora, e o qual um depoimento do próprio Rodrigo me mostrou que eles também estão.
"sintonia", foi o que pensei.
porque mesmo sem ouvir dead fish há tanto tempo, estávamos sofrendo as mesmas conseqüências por acreditar nas mesmas coisas - eles ainda estavam aqui comigo.
talvez nunca ninguém entenda.
acho que ninguém está realmente entendendo, na verdade...
enfim, o tempo passa e nós mudamos, isso já é mais que sabido.
eu mudei.
eles mudaram.
mas o vínculo ainda está aqui - mesmo depois de tanto tempo - porque eu sei que, tal qual um amigo de verdade, eles fizeram parte da minha história e eu faço questão de dizer que ainda fazem.




"seremos o melhor exemplo do que não seguir."
